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A APEAFOP nasce na sequência de vários encontros informais de entidades formadoras e da necessidade sentida, por elas, de reflectirem em volta dos processos de acreditação e dos entraves ora vividos nestes processos, resultantes em grande parte das razões, do elevado número de entidades formadoras para a capacidade de resposta do IQF – Instituto para a Qualidade da Formação. Vivendo em um Mercado controlado e fortemente dependente de financiamentos públicos, nacionais e comunitários, foram essas entidades entendendo que seria determinante o nascimento de uma Associação que as representasse nos necessários diálogos com as entidades públicas que gerem as relações institucionais, inerentes à gestão dos financiamentos públicos e que dinamizasse a aquisição e desenvolvimento de know how específico para a formação profissional, quer do ponto de vista pedagógico, quer do ponto de vista científico, quer no plano dos seus resultados económicos. Assim, e para estas entidades formadoras que se assumiram enquanto Comissão Instaladora da APEAFOP, esta associação tem como Missão a integração dos necessários consensos motivadores das entidades formadoras portuguesas, conducentes à qualificação, especialização, actualização, aperfeiçoamento e reciclagem dos Recursos Humanos residentes em Portugal, com baixos índices de escolaridade, como se sabe. A APEAFOP entende-se, ainda, enquanto uma entidade que, a prazo, dinamize e gira, procedimentos, desburocratizados, tomando como referência os princípios da Gestão pela Qualidade, assim como a experiência vivenciada na União Europeia, nos EUA e no Japão, de efectiva Acreditação, para o Mercado, das entidades formadoras, capazes de superar os limites, dificuldades e capacidade de resposta, visivelmente sentidos pelo IQF nos recentes processos de renovação da acreditação das entidades formadoras portuguesas. Mais, assumindo a APEAFOP o Mercado Único, entende-se necessária uma atenta aproximação deste sector de actividade aos equivalentes sectores dos restantes países da União Europeia, tal como se entende importante uma aproximação, e permuta de experiências, também com as entidades formadoras dos restantes países da Comunidade de Países de Língua Oficial Portuguesa. Sendo certo que a Acreditação das entidades formadoras foi um elemento essencial para o reforço da imagem do sector, e para a qualificação da formação profissional disponibilizada, torna-se hoje visível um crescente papel burocratizador na implementação desta filosofia de qualificação das entidades, que pode conduzir as mesmas a processos de fechamento no seu interior e de perca do seu papel de dinamização das lógicas de mercado e de reforço da competitividade nas empresas. Assim, é entendimento da APEAFOP que a implementação da filosofia da Acreditação deve evoluir em moldes equivalentes e no ritmo do mercado, não impondo limitações mas, pelo contrário gerando lógicas de inovação no sector. Torna-se pois necessário viabilizar um movimento agregador das vontades das entidades formadoras acreditadas. Ora o mailing que a Comissão Instaladora da APEAFOP divulgou e que deu início a este processo, teve respostas suficientemente entusiasmantes para que entenda que existe a vontade que baste para iniciar esse movimento. Eis porque a APEAFOP se entende enquanto a representante do mesmo movimento e enquanto o parceiro social, representativo das entidades formadoras acreditadas, determinante para a renovação das relações, Profissionais e Pessoais, nas empresas e nas instituições, privadas ou públicas. |


